segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Acessos do mês.. #?!

Bem, tenho a considerar nesta nova postagem e nesta experiência de escrever e publicar no territótrio das redes sociais,  que quando me coloco a escrever tenho por desejo, estar escrevendo para alguém que leia. E, neste domínio do blog, tenho elementos que o leitor não tem, ou seja, estatísticas deste mecanismo que me proporcionam  neste final de mês dados atualizados. Assim, como também os tem o leitor, o internauta - elementos que não ficam perceptíveis para quem escreve. Neste exercício que acaba sendo a escrita e postagem, decidi não abrir mão de minhas premissas. Ou seja, visto que me considero composta pelas relações que estabeleço, tenho como elemento o retorno, o feedback... Minha escolha de conectar as postagens com o facebook, tem relação direta com um público que conheço e que também reconheça nas relações a essência do ser, visto que conectam-se com amigos. Isto porque o exercício no qual me coloco tem haver com algo um tanto complexo,  tornar o contato com o sujeito ( algo que não afasta de consequências ) em algo mais simples, com um grande risco de cair numa obviedade descartável.
Venho aqui então informar e tecer alguma análise acerca dos cem acessos ao blog "porquefazeranálise".
Siiimmm !! Não foi sem, foram cem ! Reconheço que não sei bem o que este dado representa. Muito peculiar das quantificações. Mas, me fez pensar que os interessados tem então duas probabilidades de perfil : 1) Aqueles q acessam e lêem 2) Aqueles q acessam e não lêem. E, tanto a primeira quanto a segunda categorias praticamente não fazem comentários !
Análise do mês: cem acessos, sem comentários ! Aposto que se tu aí, caso estejas lendo em voz alta acaba deixando uma incógnita no ar.. ( rsrsrs ) Tratei de considerar também que enquanto internauta tenho acessos que não registro, pois fica uma naturalidade em passear, olhar, gostar e não gostar. Elementos estes que não encontro como efeito de escrever, pois aquilo que dispara este tem relação com algo não pronto, algo em construção e que pode ou não ter o sabor de passear, olhar, gostar ou não gostar. Algo de um encontro que vai tendo um contorno quase sempre sinuoso, pois há uma idéia inicial que norteia a escrita, mas que necessita do percurso para delinear o final de cada proposta.
Mas, em sabendo que há recursos no facebook de curtir, comentar, cutucar - considero que estou utilizando cada um deles prá dar este retorno. E, hoje no desfecho de Fevereiro e entrada nos momentos iniciais de Março tenho a lhes agradecer ! Porque prá quem acompanha as postagens, já sabe que neste tema "porquefazeranálise" há uma certa dose de desafio e de permitir ser escutado, escutar e escutar-se.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Qual teu plano de saúde ?

Dando continuidade ao presente exercício de articulação e discussão sobre questões da cultura, da clínica, do mercado de saúde, trago como questionamento: Qual  teu plano de saúde ?
Imagino qual tenha sido a conexão mental para esta pergunta e provávelmente venha ao nosso pensamento o nome do plano contratado com alguma empresa de saúde. Bem, pelo menos da maioría de nós, acredito que seja este o link imediato. Isto traz à tona, me parece, uma lógica inscrita no mercantilismo como sustentando nossa saúde. Um plano de saúde, na maioría das vezes, pensado como um contrato de prestação de serviços disponíveis mediante pagamento de mensalidade que estará, mês a mês, cobrindo eventual urgência. Plano que disponibiliza um leque de profissionais e exames, com ou sem possibilidade de internação hospitalar. Questões que ficam inscritas com muita habilidade pela publicidade destas empresas que ficam tomadas com a imagem de garantia e segurança diante de infortúnios ou dificuldades com a saúde da família. Há de estar sendo considerado, o quê isto que para alguns fica situado como sacramentado dever de sustentar tais pagamentos em prol da saúde, esteja sendo tomado como foco de entendimento? Imagino até que um certo incômodo fique instigado, caso apontarmos que talvez todo o esforço por ter a cobertura do plano da saúde paga, não seja o suficiente para usufruí-la. Nossa pergunta inicial que me parece muito interessante, em nenhum ou muito raras vezes, faz questão no momento de acordo entre contratantes e contratados, ou seja: Qual  teu plano de saúde ?
Bem, se a direção de pensar a saúde não se volta aos sujeitos, questionando-os sobre suas atitudes pessoais para com sua saúde no momento da contratação, como é que os planos empresariais tem tido tal procura como a garantia pela saúde ?  Talvez exatamente por algo velado se dar aí, um certo conchavo - tu me garantes que quando eu vier a precisar, tu me atendes com o que há de melhor na linha da ciência e suas descobertas, que eu te pago. Os nossos reais porquês, aqueles que não constam no contrato, talvez sejam os mais difíceis de nos depararmos. Assim, algo fica alienado numa lógica que não acessa o sujeito em cada um de nós, pagamos o que vier a nos faltar ( a saúde ). Ou seja, o questionamento aos sujeitos em nós em relação ao quê de nosso desejo continua em desacordo à algum possível plano pessoal de saúde fica velado. Há então um contrato que não está sustentado no sujeito que deseja, mas numa contratação de subsídios para quando a saúde lhe faltar. Questão que de uma certa maneira continuará a afastar de um questionamento e escuta indispensáveis para realmente pensarmos em prevenção, escutar a repetição,  a cronicidade de alguns quadros para direcionar interdisciplinarmente para uma aposta na cura, com a presença do sujeito no cliente do convênio ou no usuário do SUS. Desafios da atualidade com os quais possamos talvez conviver em planos de saúde futuros. Quem sabe ?!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Porquefazeranálise se o plano de saúde tem cobertura de consultas mensais ?

Porquefazeranálise se no convênio tem o profissional que atende uma vez por mês e dá receita de medicação ? Nesta trajetória de linkar questões sobre fazer ou não análise vamos percebendo que esta é uma escolha que vai na contramão da atual cultura de mercado. Há uma estrutura que encaminha as escolhas para a lógica de que a palavra está com a medicina, com o médico e não com o paciente. Questão que foi abordada por Sigmund Freud quando, no caso da histérica, em que a medicina não conseguia encaminhar para uma direção de cura, este lhe dá a palavra e alia a escuta do inconsciente, enquanto funda a Psicanálise. Teoria que exige em sua prática a sustentação em três eixos: análise, supervisão e estudo teórico daqueles que operam a escuta aos sujeitos em análise. Questões que deveríam ser mais consideradas pelos pacientes, analisandos, clientes ou usuários, visto que darão maior qualidade à seus tratamentos. Há no mercado algumas agruras que ocorrem seja por profissionais inescrupulosos que se autorizam a medicalizar todas as queixas dos pacientes, como por exemplo, médicos que sem reencaminhar para seus colegas psiquiatras indicam ansiolíticos, anti-depressivos sem avaliação  de saúde mental específica. E, há também os psiquiatras que sem ter formação em psicoterapia autorizam-se à acompanhar pacientes nesta linha de atendimento. Algo então de um acompanhamento que se dará com fundo egóico e desde uma posição de saber e prescritiva. Deixando claro também que há os profissionais que acabam por medicalizar seus pacientes por falta de estrutura de saúde pública ou privada, quando não há profissionais psi suficientes na rede de atendimento ou por esta lógica de atendimentos psi uma vez por mês dos planos de saúde. E, há também aqueles profissionais que com formação médica realizaram também a formação psicoterapêutica ou psicanalítica. Esclareço, pois percebo que muitas pessoas tem um desentendimento acerca destas questões de cunho ético. 
A questão que vem à baila quando alguém vier a desejar então fazeranálise é a procura à um convêrnio, ao plano de saúde que lhe informará, quase que na maioria dos convênios, que qualquer encaminhamento para atendimento psicoterápico tem cobertura de uma sessão mensal. Sustentação que durante o ano de 2010 foi conquistada através de aprovação de lei, mas sustentação ainda atada à lógica médica, visto que é na verdade a mesma que até então os psiquiatras tinham dos convênios. Bem, então ao ser equiparado à periodicidade que um psiquiatra tem, baseado em plano terapêutico em que o paciente leva consigo a tão utilizada prescrição medicamentosa, a linha de atendimento psicoterápico e psicanlítico ficam totalmente prejudicados. Além disto também, os psicólogos, psicanalistas e profissionais de demais especialidades ficam reféns do ato médico quando nestes convênios em sua maioría são exigidas indicação médica prévia.
Na medida em que desenrolamos este assunto fica claro que há algo na cultura, nas políticas de saúde que torna difícil não apenas a lógica de trabalho dos psicoterapeutas ou psicanalistas, mas principalmente retira do conveniado a possibilidade de escolha por algo de cunho preventivo. Ou seja, passar a abrir espaços semanais, paralelamente à intervenção médica quando necessária, que possibilitem às pessoas mudar a lógica de pensar seus males.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Porquefazeranálise eu não sou louco !?

O que deu início a pensar em fazer um blog sobre Porquefazeranálise foi a possibilidade de divulgação do trabalho psi inserindo um diálogo na ferramenta que hoje é a rede social. Além de aproximar este assunto ao dia-a-dia das pessoas, pois fazer análise causa ainda na cultura uma certa defesa quando um questionamento vem como que imediatamente àqueles que não estão habituados com esta possibilidade,"Porquefazeranálise eu não sou louco?!"
Pergunta que remonta o lugar de uma análise ou de uma psicoterapia à sua origem na loucura.
Porém, dando escuta àquilo que no senso comum atualmente mais emerge do imaginário das pessoas quanto ao quê lhes toca ao ter considerado para si uma análise é que tenho que considerar esta questão. Parece que referir uma análise e instantâneamente emergir algo do não ser louco traz a importância desta reflexão.
Algo da loucura hoje, contemporâneamente falando, se situaria no questionamento de analisar a si mesmo! Arrisco dizer que nossa cultura está rarefeita de possibilidades de pensar-se, analisar-se. Há isto sim, através do marketing um rol de objetos fetiches estimulados a serem adquiridos e que marcam algo do quê a pessoa seja então.

A singularização desde a infância está atada à algum conteúdo aprendido na escola ou na família; à algum bem de consumo adquirido com a industrialização; à alguma ação ( como os hiperativos ) ou à falta desta através de uma sintomatologia buscada na medicina; etc. E, sendo este um sintoma de nossa época, cá estou a "blogar" de uma forma que possa marcar, no sentido de revelar algo, como quem já trilhou este caminho analítico e acompanha em escuta àqueles(as) que acreditam e apostam nesta possibilidade como uma diferença para o viver: Fazer análise é uma louuu-cura !!!
Assim,  de uma forma "ss" short and simple ( rsrsrsr ) fazeranálise  tem relação com uma trajetória que vai do trágico à fantasia realizada com a escuta do analista e singularmente. Agradeço pela leitura destas questões que tem sido de muita importância para aqueles que como eu tem apostado na possível inventividade e re-estruturação subjetiva, seja para os que querem investir em sua forma de cuidar de si, quer para aqueles com alguma patologia. Blog de abertura de espaço, de diálogo para que a vida contada por cada um tenha a valorização devida.

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