Porquefazeranálise se no convênio tem o profissional que atende uma vez por mês e dá receita de medicação ? Nesta trajetória de linkar questões sobre fazer ou não análise vamos percebendo que esta é uma escolha que vai na contramão da atual cultura de mercado. Há uma estrutura que encaminha as escolhas para a lógica de que a palavra está com a medicina, com o médico e não com o paciente. Questão que foi abordada por Sigmund Freud quando, no caso da histérica, em que a medicina não conseguia encaminhar para uma direção de cura, este lhe dá a palavra e alia a escuta do inconsciente, enquanto funda a Psicanálise. Teoria que exige em sua prática a sustentação em três eixos: análise, supervisão e estudo teórico daqueles que operam a escuta aos sujeitos em análise. Questões que deveríam ser mais consideradas pelos pacientes, analisandos, clientes ou usuários, visto que darão maior qualidade à seus tratamentos. Há no mercado algumas agruras que ocorrem seja por profissionais inescrupulosos que se autorizam a medicalizar todas as queixas dos pacientes, como por exemplo, médicos que sem reencaminhar para seus colegas psiquiatras indicam ansiolíticos, anti-depressivos sem avaliação de saúde mental específica. E, há também os psiquiatras que sem ter formação em psicoterapia autorizam-se à acompanhar pacientes nesta linha de atendimento. Algo então de um acompanhamento que se dará com fundo egóico e desde uma posição de saber e prescritiva. Deixando claro também que há os profissionais que acabam por medicalizar seus pacientes por falta de estrutura de saúde pública ou privada, quando não há profissionais psi suficientes na rede de atendimento ou por esta lógica de atendimentos psi uma vez por mês dos planos de saúde. E, há também aqueles profissionais que com formação médica realizaram também a formação psicoterapêutica ou psicanalítica. Esclareço, pois percebo que muitas pessoas tem um desentendimento acerca destas questões de cunho ético.
A questão que vem à baila quando alguém vier a desejar então fazeranálise é a procura à um convêrnio, ao plano de saúde que lhe informará, quase que na maioria dos convênios, que qualquer encaminhamento para atendimento psicoterápico tem cobertura de uma sessão mensal. Sustentação que durante o ano de 2010 foi conquistada através de aprovação de lei, mas sustentação ainda atada à lógica médica, visto que é na verdade a mesma que até então os psiquiatras tinham dos convênios. Bem, então ao ser equiparado à periodicidade que um psiquiatra tem, baseado em plano terapêutico em que o paciente leva consigo a tão utilizada prescrição medicamentosa, a linha de atendimento psicoterápico e psicanlítico ficam totalmente prejudicados. Além disto também, os psicólogos, psicanalistas e profissionais de demais especialidades ficam reféns do ato médico quando nestes convênios em sua maioría são exigidas indicação médica prévia.
Na medida em que desenrolamos este assunto fica claro que há algo na cultura, nas políticas de saúde que torna difícil não apenas a lógica de trabalho dos psicoterapeutas ou psicanalistas, mas principalmente retira do conveniado a possibilidade de escolha por algo de cunho preventivo. Ou seja, passar a abrir espaços semanais, paralelamente à intervenção médica quando necessária, que possibilitem às pessoas mudar a lógica de pensar seus males.
A questão que vem à baila quando alguém vier a desejar então fazeranálise é a procura à um convêrnio, ao plano de saúde que lhe informará, quase que na maioria dos convênios, que qualquer encaminhamento para atendimento psicoterápico tem cobertura de uma sessão mensal. Sustentação que durante o ano de 2010 foi conquistada através de aprovação de lei, mas sustentação ainda atada à lógica médica, visto que é na verdade a mesma que até então os psiquiatras tinham dos convênios. Bem, então ao ser equiparado à periodicidade que um psiquiatra tem, baseado em plano terapêutico em que o paciente leva consigo a tão utilizada prescrição medicamentosa, a linha de atendimento psicoterápico e psicanlítico ficam totalmente prejudicados. Além disto também, os psicólogos, psicanalistas e profissionais de demais especialidades ficam reféns do ato médico quando nestes convênios em sua maioría são exigidas indicação médica prévia.
Na medida em que desenrolamos este assunto fica claro que há algo na cultura, nas políticas de saúde que torna difícil não apenas a lógica de trabalho dos psicoterapeutas ou psicanalistas, mas principalmente retira do conveniado a possibilidade de escolha por algo de cunho preventivo. Ou seja, passar a abrir espaços semanais, paralelamente à intervenção médica quando necessária, que possibilitem às pessoas mudar a lógica de pensar seus males.
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